Usuários relatam vendas, pedidos de dinheiro e abordagens constantes dentro das embarcações entre Niterói e Rio

Quem atravessa diariamente a Baía de Guanabara já ouviu o aviso pelo sistema de alto-falantes: é proibida a comercialização de produtos dentro das embarcações. Na prática, porém, passageiros afirmam que a determinação não vem sendo cumprida.

Relatos enviados à redação do Niterói Agora apontam que vendedores ambulantes circulam dentro das barcas em diferentes horários, oferecendo meias, carregadores de celular, fones de ouvido, doces, balas, cadernos para pintura e outros produtos. Usuários também reclamam de pedidos de dinheiro durante as viagens.

Segundo os passageiros, o problema não está apenas na presença dos vendedores, mas principalmente nos gritos e nas abordagens repetidas durante toda a travessia.

Passageiros pedem tranquilidade durante a viagem

Para muitos usuários, a viagem entre a Praça Arariboia, em Niterói, e a Praça XV, no Rio, deveria representar um momento de tranquilidade antes ou depois de um dia de trabalho. Entretanto, os anúncios em voz alta acabam tornando o ambiente desconfortável.

“Todos os dias acontece a mesma coisa. O alto-falante informa que é proibido vender, mas logo depois os ambulantes começam a circular e gritar dentro da embarcação”, relatou um passageiro à redação.

Outros usuários afirmam que os funcionários e profissionais de apoio raramente intervêm. Também há relatos de discussões entre passageiros e vendedores, aumentando o risco de conflitos durante a travessia.

Aviso pelo alto-falante é suficiente?

A Barcas Rio é atualmente responsável pela operação do sistema aquaviário e informa em seu site oficial que a linha entre a Praça Arariboia e a Praça XV realiza a travessia em até 22 minutos. A empresa também disponibiliza canais específicos para atendimento aos usuários e à imprensa. Barcas Rio

O Niterói Agora encaminhará uma solicitação à empresa para saber:

  • Se existe fiscalização contra o comércio irregular dentro das embarcações;
  • Qual orientação é dada aos funcionários quando um ambulante inicia uma venda;
  • Quantas ocorrências relacionadas ao problema foram registradas;
  • Se existe um plano de ação para impedir a entrada e a atuação dos vendedores;
  • Como o passageiro pode denunciar o problema durante a viagem;
  • Quais medidas são adotadas para evitar discussões e garantir a segurança dos usuários.

A reportagem também solicitará informações sobre a atuação dos profissionais de apoio e questionará se o aviso sonoro é acompanhado de alguma medida efetiva de fiscalização.

O Niterói Agora reforça que a discussão não deve ser tratada como perseguição aos trabalhadores informais, mas como uma questão de organização, segurança e respeito ao direito dos passageiros de realizarem uma viagem tranquila.

A matéria será atualizada assim que a Barcas Rio enviar um posicionamento.

Foto: Niterói Agora
Fonte: Relatos encaminhados por usuários ao Niterói Agora e informações oficiais da Barcas Rio.

Redação Niterói Agora – Comunicação Comunitária de Verdade

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