
A mais recente pesquisa Genial/Quaest, divulgada em junho de 2026, mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança da corrida pela Presidência da República. No principal cenário estimulado de primeiro turno, Lula aparece com 39% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 29%, abrindo uma vantagem de dez pontos percentuais.
O levantamento foi realizado entre os dias 5 e 8 de junho, ouvindo 2.004 eleitores em 120 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-7661/2026.
Cenário de primeiro turno
No cenário estimulado, os números apresentados são:
- Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 39%
- Flávio Bolsonaro (PL): 29%
- Renan Santos (Missão): 3%
- Ronaldo Caiado (União Brasil): 3%
- Aécio Neves (PSDB): 2%
- Romeu Zema (Novo): 2%
- Indecisos: 10%
Segundo a análise da Quaest, o eleitorado identificado com o bolsonarismo permanece fortemente alinhado ao senador Flávio Bolsonaro, que concentra cerca de 94% desse segmento.
Já entre os eleitores classificados como direita não bolsonarista, o cenário aparece mais pulverizado. Nesse grupo, 11% afirmam votar em Renan Santos, 10% em Lula e 6% em Ronaldo Caiado.
Segundo turno
Em uma eventual disputa direta entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente também aparece na frente.
A pesquisa aponta:
- Lula: 44%
- Flávio Bolsonaro: 38%
Segundo a Quaest, parte dessa vantagem decorre do crescimento de Lula entre eleitores independentes, além de uma redução do apoio de Flávio Bolsonaro entre setores da direita não bolsonarista.
Outros cenários
O levantamento também simulou confrontos entre Lula e outros possíveis candidatos da oposição.
Segundo a pesquisa:
- Romeu Zema permanece cerca de dez pontos atrás de Lula;
- Ronaldo Caiado mantém desempenho semelhante nas últimas pesquisas, também ficando aproximadamente dez pontos abaixo do presidente;
- Renan Santos apresentou crescimento e alcançou 31% em uma simulação de segundo turno, seu melhor desempenho na série histórica, embora ainda apareça distante de Lula.
Rejeição e potencial de voto
A pesquisa aponta poucas mudanças nos índices de rejeição.
Entre os principais movimentos observados:
- Lula registrou leve aumento em seu potencial de voto;
- Flávio Bolsonaro apresentou pequena redução em seu índice de rejeição;
- Os demais nomes continuam com elevado grau de desconhecimento entre o eleitorado.
Avaliação do governo federal
A pesquisa também mediu a percepção da população sobre o governo Lula.
Os resultados mostram um cenário de equilíbrio:
- 47% aprovam o governo;
- 48% desaprovam;
- A diferença permanece dentro da margem de erro.
Economia influencia percepção
Na avaliação dos pesquisadores, alguns fatores econômicos ajudam a explicar a estabilidade da aprovação do governo.
Entre eles estão:
- a ampliação dos efeitos percebidos da isenção do Imposto de Renda;
- a continuidade do programa Desenrola, que reduziu o percentual de brasileiros que afirmam possuir muitas dívidas;
- o aumento da circulação de notícias positivas sobre ações do governo federal.
Questões envolvendo a oposição
A pesquisa também investigou a percepção dos eleitores sobre temas recentes envolvendo a oposição.
Segundo o levantamento:
- aumentou o número de entrevistados que acreditam que a crise envolvendo o Banco Master pode afetar mais a família Bolsonaro;
- a maioria dos entrevistados considerou equivocada a iniciativa atribuída a Flávio Bolsonaro de buscar financiamento para um documentário sobre Jair Bolsonaro junto ao banqueiro Daniel Vorcaro;
- parte significativa dos entrevistados também avaliou negativamente possíveis impactos econômicos relacionados às discussões sobre tarifas internacionais e às repercussões envolvendo o sistema financeiro brasileiro.
Além disso, o levantamento mostra que, no debate sobre tarifas de importação anunciadas pelos Estados Unidos, uma parcela maior dos entrevistados concorda com a narrativa apresentada pelo governo federal do que com a versão defendida por Flávio Bolsonaro.
Pesquisa representa um retrato do momento
Como ocorre em todas as pesquisas eleitorais, os resultados representam um retrato do período em que as entrevistas foram realizadas e não constituem previsão do resultado das eleições de 2026.
O cenário poderá sofrer alterações ao longo dos próximos meses conforme o andamento da campanha eleitoral e o surgimento de novos fatos políticos.
Fonte: Pesquisa Genial/Quaest, divulgada em junho de 2026, encomendada pela Genial Investimentos e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-7661/2026.
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