A Justiça do Rio de Janeiro revogou neste sábado (1º) a prisão preventiva do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido artisticamente como Oruam. Com a decisão, o artista responderá ao processo em liberdade, desde que cumpra uma série de medidas cautelares determinadas pelo Judiciário.

A decisão foi proferida pela juíza Tula Mello, que estabeleceu regras rigorosas para garantir o andamento do processo. O cantor era considerado foragido após ter descumprido medidas impostas anteriormente, incluindo irregularidades relacionadas ao uso da tornozeleira eletrônica.

De acordo com a defesa, Oruam continuará respondendo à Justiça, porém as acusações remanescentes dizem respeito aos crimes de lesão corporal leve e dano ao patrimônio público, não mais pela acusação de tentativa de homicídio.

Medidas cautelares

Entre as determinações impostas pela Justiça estão:

  • Comparecimento mensal ao cartório da Vara responsável, até o dia 10 de cada mês, para informar suas atividades e atender a todos os atos processuais;
  • Manter residência fixa na comarca e atualizar endereço e telefone sempre que houver alteração;
  • Proibição de frequentar o Complexo do Alemão e outras áreas onde ocorram operações policiais de alto risco;
  • Proibição de contato ou aproximação, em um raio de 500 metros, dos demais acusados no processo;
  • Não deixar a comarca por mais de sete dias sem autorização judicial;
  • Permanecer em recolhimento domiciliar no período entre 20h e 6h.

Entenda o caso

O processo teve origem em uma ocorrência registrada em 21 de julho de 2025, quando agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) cumpriam um mandado de busca e apreensão contra um adolescente investigado.

Segundo a investigação, durante a ação houve confusão envolvendo o rapper e outras pessoas, que teriam atacado uma viatura policial. O adolescente conseguiu fugir durante o episódio, e vídeos gravados no local passaram a integrar o inquérito policial.

Dias depois, Oruam se apresentou às autoridades e permaneceu preso por cerca de 50 dias. Posteriormente, a prisão foi substituída por medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. No entanto, após o descumprimento dessas determinações, uma nova ordem de prisão havia sido decretada, agora revogada pela Justiça.

A defesa do artista informou que ele cumprirá todas as condições impostas pela decisão judicial enquanto aguarda o andamento do processo.

Fonte: O Globo e Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.

Redação Niterói Agora – Comunicação Comunitária de Verdade.

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